2 Coelhos… com uma caixa d’água só!

 

É bem verdade que o cinema nacional vem avançando com passos largos. E parece que em 2012 não será diferente. O ano começa com um lançamento que surpreende e, melhor ainda, o que parecia rotulável, agrada diferentes públicos.

O diretor Afonso Poyart estreia mostrando a influência de diretores consagrados como Quentin Tarantino e John Woo, mas com uma boa diferença: a forma como realizou o roteiro de ‘2 Coelhos’ junta o que há de melhor da técnica deles e sem que seu filme fique encaixotado em um público específico. Pelo contrário, o enredo é contado por emaranhado de informações que levam a várias direções.

Aos poucos essa teia é costurada com flashbacks ao mesmo tempo que a história avança no plano mirabolante de Edgar que, por sua vez, também é revelado aos poucos.

 

Edgar (Fernando Alves Pinto, de Nosso Lar e Quase Dois Irmãos) é um jovem de classe média, sem muita responsabilidade e que vive praticamente à toa, depois de uma temporada que passou no exterior. Voltou com a ideia fixa de resolver seus problemas através de um roubo, onde vai ‘matar 2 coelhos com uma caixa d’água só.’

Seu pai é dono de restaurante em São Paulo e contratou para recepcionista e caixa o ex-professor universitário Walter (Caco Ciocler, de Sexo Amor & Traição e Família Vende Tudo). Edgar mostra ter um parafuso a menos, já que vai em busca do dinheiro de um perigoso bandido chamado Maicom (Marat Descartes, de É Proibido Fumar e Os Inquilinos).

Ele está com problemas devido uma denúncia anônima recebida no Ministério Público onde a promotora Júlia (Alessandra Negrini, de Engraçadinha: Seus Amores e Pecados e Sexo Amor & Traição) trabalha. Ela é casada justamente com o advogado de Maicom e ajuda o marido com informações privilegiadas e secretas que o tornam um excelente advogado para os piores criminosos da capital, o que rende um bom dinheiro.

 

Uma fotografia interessante, unida a efeitos especias diferentes e variados, ajudam no rítmo de ação, com cenas até chocantes parecidas com ‘Cidade de Deus‘, mas com pitadas de humor sarcástico.

O grande segredo do diretor parece ser a forma como a história foi contada, misturando altos e baixos na medida exata para manter a atenção até o fim.

Comente este artigo