Final Fantasy: A Saga – parte 1

FINAL FANTASY: A SAGA DE MÚLTIPLOS MUNDOS

Uma das mais cultuadas séries de RPG para consoles de todo o mundo, Final Fantasy nasceu como praticamente última alternativa de resgatar o prestígio e o mercado da Square no final da década de 1989. Desenvolvido no Japão, o projeto original ganhou o mundo com adaptações e traduções feitas principalmente para o mercado americano e hoje é reconhecida principalmente por seus gráficos bem elaborados e realísticos, com enredos complexos, histórias que se assemelham a roteiros de filmes e músicas marcantes.  A série também inspirou longas metragens como Final Fantasy e Final Fantasy VII Advent Children, com belos visuais gráficos.

1º. FINAL FANTASY (1987) – desenvolvido para a plataforma Famicom (NES) no Japão, conquistou sucesso e foi exportado para o ocidente como um dos primeiros games de RPG de sucesso mundial. O enredo de sua história revolucionou os games da época, com os quatro Light Warriors (Guerreiros da Luz) os quais tem a missão de restaurar os quatro cristais que mantém o equilíbrio do planeta, através de viagens no tempo e batalhas com demônios. Os personagens não possuiam personalidades próprias, sendo o foco maior nas habilidades de batalha. Com o sucesso da versão original, novos remakes e portabilidade para outras plataformas foram criados nos anos seguintes.

2º FINAL FANTASY II (1988) – lançado em seu formato original apenas no Japão, ganhou o ocidente em forma de remakes em 2003. Sua história torna-se mais complexa que a primeira e os personagens ganham falas exclusivas e personalidade própria. Também passam a ter nomes e histórias próprias. Trouxe como novidade a exclusão de níveis de dificuldade, marcando a evolução do jogador através do aumento da força no personagem. Outra forma de evolução era descobrir palavras-chaves durante o game para usá-las em momentos oportunos durante a história. Plataformas: NES, WonderSwan Color, Playstation e Game Boy Advance.

3º FINAL FANTASY III (1990) – exclusivamente lançado no Japão, trouxe novos personagens que permaneceram em outros capítulos da série como Summons, Fat Chocobo e Moogles. Nesta histórias, quatro jovens recebem a missão de restaurar o equilíbrio entre o bem e o mal, acabando com o terrível feiticeiro Zande, com a ajuda da feiticeira Elia e o cristal da água. Plataformas: NES e Nintendo DS.

4º FINAL FANTASY IV (1991) – lançado no mesmo ano no Japão e nos Estados Unidos, os personagens tornam-se mais refinados e as músicas da versão dão um show a parte. A história torna-se mais profunda e dramática, onde a evolução da história segue uma única linha possível, apesar de algumas tarefas opcionais. O cavaleiro negro Cecil é o protagonista do capítulo e como principal vilão Golbez. Plataformas: Super Famicom, WonderSwan Color, Playstation, Game Boy Advance.

5º FINAL FANTASY V (1992) – compilado para o ocidente em 1999, o jogador pode personalizar os personagens com as habilidades que escolher.  São quatro personagens: Bartz e seu amigo Boko que encontram um meteoro caído no planeta, Reina, uma princesa em busca de seu pai, e Galuf, um velho que perdeu a memória. Se unem ao pirata Faris em busca do rei Tycoon, que por sua vez quer descobri porque os ventos pararam. Plataformas: Super Famicom, Playstation, Game Boy Advance.

6º FINAL FANTASY VI (1994) – também lançado no mesmo ano nos Estados Unidos. Renova a série com um enredo em estilo cinematográfico, mais adulto e complexo, abordando temas como genocídio, moral e esperança. Os personagens possuem personalidade mais elaborada que evolui conforme a história se desenvolve. O império bélico de Kefka quer ressuscitar a magia dos Deuses. Uma jovem capaz de controlar poderes místicos se une aos rebeldes Returns para enfrentar o império e salvar o planeta. É introduzido o Limit Breaker, um tipo de ataque devastador que o personagem podia aplicar quando estava prestes a morrer. Plataformas: Super Famicom, Playstation, Game Boy Advance.

7º FINAL FANTASY VII (1997) – torna-se um marco para a série trazendo os gráficos mais próximos aos animes da época, em 3D, mantendo o enredo elaborado e com características cinematográficas. A inovação vem através da inclusão das ‘Materias’, esferas mágicas com poderes que podiam ser adicionadas aos personagens, gerando uma infinidade de combinações estratégicas para os jogadores. O Limit Breaker passa a ser acionado por uma barra de poder recarregável durante o jogo, não apenas na morte do personagem. Ganha destaque o vilão megalomaníaco Sephiroth. Sua projeção ganha caráter mundial com a versão para PC. Plataformas: Playstation e Windows.

(continua…)

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