Elysium

No futuro, no ano de 2.154, a Terra se torna um grande caos, com praticamente todos seus recursos esgotados. Para se proteger da extinção uma base espacial é construída na órbita do Planeta. Chamada de Elysium, esse novo ambiente perfeito abriga apenas os mais privilegiados. Harmonia e alta tecnologia são o cotidiano de Elysium, onde nenhuma doença está sem cura. Aliás, todos os cidadãos de Elysium tem acesso à máquinas de cura capazes de re-estabelecer não apenas a saúde, mas mesmo reconstruir qualquer parte do corpo que não esteja perfeitamente saudável.

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E justamente para ter acesso à essa tecnologia de cura que milhares de pessoas pagam caro para tentar um passe e entrar de forma clandestina em Elysium. Quem comanda esse mercado negro de imigração espacial é Spider (Wagner Moura, de Tropa de Elite e O Homem do Futuro) que mantém uma verdadeira base de controle pirata. Na cidade caótica, Max (Matt Damon, de O Desinformante e Gênio Indomável) está sob condicional e trabalha na fábrica de robôs sentinelas, que fazem a segurança do planeta e de Elysium. Max tenta manter sua vida de forma honesta para evitar mais problemas, mas num dia de trabalho é contaminado por uma violenta dose de radiação que lhe dará apenas mais alguns dias de vida.

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No hospital reencontra Frey (Alice Braga, de Predadores e Cinturão Vermelho: Redbelt) que trabalha como enfermeira. Assim como Max, ela tem uma filha com hemofilia em estado avançado e a única chance para os dois é conseguir com Spider uma passagem de ida para Elysium em busca da cura. Mas a base espacial é protegida com mão de ferro por Delacourt (Jodie Foster, de Um Novo Despertar e A Ilha da Imaginação) que decide acabar de uma vez por todas com as viagens clandestinas e para isso utiliza o mercenário Kruger (Sharlto Copley, de Distrito 9 e Esquadrão Classe A). Impiedoso, ele seguirá no encalço de Max e Frey, que também correm contra o tempo para conseguir chegar a Elysium

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Dirigido por Neill Blomkamp (Distrito 9) essa visão futurista traz à toda mais uma vez o problema social da segregação de classes contata de uma forma marcante, com muita ação e efeitos especiais perfeitos. Essa forma de contar histórias mostra que a co-produção da África do Sul cresce de forma interessante e vem conquistando um lugar importante no gênero e no gosto dos espectadores. Muito mais que um ficção cientifica, o roteiro e a história alertam para um futuro completamente possível e que parece longe de ter a solução para o problema das diferenças entre os humanos.

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