CAROL – Algumas pessoas mudam nossas vidas para sempre

Merecidamente, Cate Blanchet foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em “Carol” – filme que teve mais 5 indicações, incluindo a de Rooney Mara como Melhor Atriz Coadjuvante.

Cate Blanchet interpreta Carol Aird, uma mulher elegante e rica, em crise com seu casamento e com sua própria identidade afetiva dentro dessa relação. Até que ela conhece Therese Belivet, uma jovem vendedora de uma loja de departamentos. Uma atração magnética une as duas de forma sutil. São olhares que dizem tudo, diante da dificuldade de se verbalizar, em plenos anos 1950, um desejo não aceito socialmente. Ainda mais se tratando de uma mulher casada e com uma filha pequena.

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Carol, em processo de divórcio, convida a jovem Therese para uma acompanhar-lhe numa viagem pelo interior dos EUA. Essa road trip é na verdade uma viagem em direção a descoberta de emoções reprimidas, onde um olhar, um gesto de carinho, dizem tudo. E as atrizes, em especial Cate Blanchet, têm uma atuação fantástica, forte e, ao mesmo tempo, delicada.

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Entre o medo e a vivência de uma paixão proibida, ambas pagarão um alto preço, numa sociedade preconceituosa e homofóbica. O marido de Carol, ainda apaixonado, não se conforma pelo abandono, e o que entra em jogo é a filha de ambos.

Carol precisará afirmar sua identidade e dignidade, num processo interior de se reconstruir. Therese , seguindo por outro caminho, irá descobrir seus talentos e amadurecer.

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“Carol” é um belo filme, que traz questões sensíveis, que tocam o espectador.

Como aceitar o outro como ele na verdade é? Como permitir que o amor prevaleça e vença o preconceito?

Exatamente por trazer essa dimensão, “Carol” não é um filme fechado, ao contrário, todas as pessoas que já experimentaram o verdadeiro amor vão se identificar com a forma como a paixão acontece entre as personagens, com seus sofrimentos, suas dúvidas e a própria coragem de ambas.

Texto: Thaís Guimarães

“Carol” foi eleito o melhor filme LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de todos os tempos, pelo Instituto de Cinema Britânico, no que a entidade descreveu como sua maior análise de fôlego de filmes desse gênero.

Selecionado por uma comissão de 100 especialistas de cinema, “Carol” encabeçou uma lista de 30 filmes de mais de 80 anos de história do cinema, seguido de perto por “Weekend”, do diretor britânico Andrew Haigh, e do drama romântico “Felizes Juntos”, de Hong Kong.

A votação, que analisou produções de 12 países como Tailândia, Japão, Suécia e Espanha, foi realizada para marcar o 30o aniversário da BFI Flare, o Festival de Cinema LGBT de Londres, mais antigo evento de cinema gay e lésbico da Grã-Bretanha.

“CAROL” está em Pré-Venda em DVD, em Abril de 2016.

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