“A Cura” cria uma atmosfera ameaçadora que vai do início ao fim.

 

A trama segue o jovem e ambicioso Lockhart, que foi enviado por um grupo de grandes empresários de Nova York para uma clinica no meio da Europa para encontrar o sênior da empresa que havia mandado uma carta misteriosa dizendo que não voltaria mais. O problema é que a empresa passa por uma situação delicada e precisa fechar negócio que só vai ser realizado com presença do chefão.

A Cura é o novo thriller psicológico de Gore Verbinski, diretor do aclamado O Chamado, no elenco Dane DeHaan interpreta Lockhart, o jovem que deve resgatar seu CEO, mas acaba se tornando mais um paciente do sanatório, Hannah (Mia Goth) é uma paciente especial do lugar, está lá desde que se lembra, e busca melhorar para que um dia possa viver além dos portões.

Desde os primeiros segundos, o longa chama atenção pelo cuidado dedicado a cada detalhe que apresenta. Com os paralelos visuais entre um funcionário de uma grande empresa que morre e um peixinho dourado descartado no lixo, ou uma viagem de trem que mostra as belezas naturais do lado de fora e a desordem de um workaholic do lado de dentro, o filme já diz tudo que você precisa saber sobre o ambiente corporativo ao qual Lockhart (Dane DeHaan) pertence.

Se o roteiro de A Cura prende pelo mistério, a condução de Gore Verbinski consegue fazer que o espectador fique imerso dentro daquele universo. O diretor cria uma gramática visual muito elegante e inteligente.

O som mostra que tem algo a mais que não está sendo visto, enquanto a arte não fica no óbvio e evita construir um sanatório assustador a primeira vista, pois é uma construção muito bonita que passa paz aos seus pacientes. E a trilha é contida e pontual nos momentos que deve aumentar o nível do suspense.

É um filme que vale a pena ser assistido principalmente pra quem gosta desse gênero e já está disponível em DVD na 

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