Keanu Reeves é John Wick: Um Novo Dia Para Matar

John Wick: Um Novo Dia Para Matar é um filme de ação elegante, glamouroso e muito sofisticado. Para se ter uma ideia, o matador de aluguel vivido poranda em círculos tão refinados que daria certa inveja ao espião badalado James Bond.

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Assim como no primeiro De Volta ao Jogo (2014), os títulos no Brasil estão causando certa confusão ao espectador desavisado, mas trata-se de uma sequência do filme citado tudo é esteticamente belíssimo, se tornando um filme de encher os olhos e elevando o conceito de veículos de ação a outro patamar.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar, é tudo o que era legal no primeiro filme elevado ao quadrado. Começando logo exatamente onde o primeiro filme terminou, o aposentado maior matador profissional de todos os tempos, John Wick, extravasou sua cota de vingança, e está pronto para começar uma vida nova com seu novo cachorro. No entanto, devido a uma promessa que ele fez no passado e a tradição do seu ramo, ele é forçado em um novo contrato pelo mafioso Santino D’Antonio. Se a trama não tem a simplicidade emocional do primeiro filme, ela compensa com excelente construção de mundo, expandindo esse universo surreal, que parece existir inteiramente em função de assassinos profissionais. Longe de um cenário genérico para cenas de ação, o universo de John Wick é tão interessante quanto seu personagem título. E graças ao seus senso de humor seco, o filme sabe exatamente como tirar melhor proveito do seu próprio ridículo.

Keanu Reeves continua extremamente confortável no papel principal. Faça todas as piadas sobre sua inexpressividade, mas ele é inegavelmente um excelente ator físico e um sujeito intimidador. John Wick é o personagem perfeito para exaltar todas as suas qualidades, enquanto isso, Ian Mcshane, Common, Lawrence Fishburn e Ricardo Scammarcio preenchem a excêntrica galeria de personagens periféricos com sucesso.

O diretor, Chad Stahelski, foi buscar a inspiração em produções de ação orientais e em animes. Stahelski tem um extenso currículo como dublê e coreógrafo de cenas de luta em alguns grandes filmes (já trabalhou com o próprio Reeves na trilogia Matrix). A sorte é que ele se revelou também um excelente diretor. Seu filme tem uma elegância admirável, da primeira à última cena. Não se trata apenas de reproduzir pessoas bem vestidas e carros bonitos, mas de filmar de maneira elegante também, embora a elegância tenha tudo a ver com os ternos estilosos usados por Wick e seus inimigos, bem como com a própria Itália, berço de estilistas famosos. A beleza da fotografia e da direção de arte também é destaque.

 

Pode se dizer que Stahelski toma o devido cuidado, pois embora o foco seja a ação, o universo dessa vez ampliado dos assassinos não deixa de ser fascinante, assim como o próprio sentimento de vazio da alma de John Wick. Além do mais, o respeito pelo que há de melhor no gênero aparece até mesmo no convite a alguém como Franco Nero, o eterno Django, que integra o elenco de apoio, e em uma homenagem à cena da sala de espelhos de Operação Dragão, estrelado por Bruce Lee. Por esses e outros motivos é que já termos o mais sério candidato a melhor filme de ação do ano e um dos melhores da década.

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