La La Land – Cantando Estações é o musical mais audacioso dos últimos tempos

La La Land – Cantando Estações é o musical mais audacioso dos últimos tempos e, por mais irônico que isso possa parecer, isso se deve ao fato de ele ser o mais tradicional dos musicais lançados recentemente.


La La Land – Cantando Estações é a resposta perfeita para quem diz que “não se fazem mais musicais como antigamente”. Todas as canções e o desenrolar da trama são a mais pura síntese de um passado mais ingênuo de Hollywood, no qual mesmo um encontro que começa com uma troca de grosserias no trânsito pode florescer em romance.


Com direção de Damien Chazelle, que chamou atenção com o ótimo Whiplash – Em Busca da Perfeição, presta homenagem à aparência, ao humor e ao estilo dos musicais hollywoodianos das décadas de 40 e 50, lembrando muito Cantando na Chuva e Sete Noivas para Sete Irmãos, apenas para citar alguns belos musicais da época.


Dito isso, vale ressaltar que o diretor Chazelle (de Whiplash), com La La Land deixa de ser uma promessa e se torna uma realidade dentro do cinema americano. Seu novo filme acima de tudo mostra uma grande sofisticação de um cineasta novo, que carrega uma enorme experiência consigo.
Com uma cena inicial magnífica, onde a câmera passeia por uma avenida através de um plano sequência onde a primeira performance musical é mostrada, posteriormente apresentando os personagens principais da trama, introduz da melhor forma possível o que veremos ao decorrer do filme. Ryan Gosling no papel de Sebastian, um pianista de Jazz, e Emma Stone no papel de Mia, uma atriz em busca de trabalho em Hollywood, interpretam de forma encantadora esses personagens extremamente intrigantes.


Com uma fotografia incrível, muitas cenas principalmente as de dança, são feitas ao anoitecer ou à noite. A iluminação é um destaque também, mesmo nas cenas de dança feitas à noite tudo é bem claro. Linda a forma como sempre que um personagem canta, dança ou toca, tudo escurece ao seu redor, deixando destacado apenas a música. A fotografia, as cores e a iluminação são pontos a favor do filme, que lhe deixa visualmente bonito e atraente.


O segredo de La La Land: Cantando Estações está em abraçar a fantasia que ganha forma com o romance que nasce entre os protagonistas sem necessariamente tirar os pés do chão. As belíssimas canções, compostas pelo trio Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul, encantam justamente por serem entonadas por um certo despreparo de Stone e Gosling, conferindo aquela espontaneidade nem sempre natural em musicais


La La Land – Cantando Estações é uma obra cheia de sensações ardentes e de sentimentos grandiosos. Apaixonado, mas também bastante controlado, ele se envolve em melancolia em seus momentos finais, mas seus prazeres são tantos e tão convincentes que após assistir, você sairá exaltando o cinema e o jazz e lembrando daquele trecho de Cantando na Chuva que diz: “What a glorious feeling. I’m happy again.” (Que sentimento glorioso. Estou feliz novamente.)

 

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