Os Smurfs e a Vila Perdida

A trama segue uma premissa similar a Os Smurfs 2, nos contando a história de Smurfette e como, de criação de Gargamel, ela se tornou uma smurf. A pequenina, contudo, conta com um grande problema, sua principal característica. Todas as criaturas da vila tem seus nomes definidos a partir de traços de suas personalidades ou constituições, enquanto que ela é definida apenas por ser do sexo feminino. A garota entra, portanto, em uma jornada de autodescobrimento, enquanto ela, Desastrado, Gênio e Robusto tomam consciência da existência de outros smurfs, que são ameaçados pelo bruxo malvado, Gargamel.

É sempre mais interessante para qualquer argumento, mesmo num filme inocente, ingênuo e infantil, que este faça uso de algum conteúdo, mesmo na forma de mensagem subliminar. E aqui temos exatamente isso em A Vila Perdida. Ao invés de se preocupar apenas com os gráficos e a beleza de sua animação, ou fabricar gags e tiradas, os realizadores se esforçam em, ao seu modo, levantar questões como “qual o lugar da única mulher em sua sociedade”, ou de minorias em geral.

Dirigido por Kelly Asbury codiretor de Shrek 2 (2004), ao invés de Raja Gosnell, dos primeiros longas da franquia, e com o roteiro escrito por duas mulheres Pamela Ribon e Stacey Harman Os Smurfs e a Vila Perdida é exatamente o que um filme dos personagens deveria ser desde o começo, uma aventura passada em seu próprio universo. Outro grande acerto do texto é jogar os holofotes na personagem Smurfette, a única presença feminina na vila das criaturas, e com isso dar um enfoque no empoderamento da mulher, deixando uma mensagem muito válida e atual para os pequenos, mesmo que só a captem de forma subconsciente.

Bons efeitos digitais e gráficos, ainda há o emprego das cores majoritariamente primárias em sua paleta (azul, amarelo e vermelho), tanto para os ambientes, quanto para os próprios personagens que nos evoca um meio muito mais alegre e vivo para este universo e espírito Smurf. Durante as cenas na “Vila Perdida”, nos deparamos com um cenário mais místico e fantástico que são realçados pelos tons de roxo, rosa e outras cores complementares à essa paleta básica. Asbury também não economizou esforços para empregar de maneira criativa a câmera posicionada de maneira subjetiva tornando momentos de aventura e diversão.

Os personagens são extremamente carismáticos! Ficamos apaixonados pelo Desastrado, pelo Gênio e pelo Robusto (os que acompanhamos na viagem). A Smurfete é lindíssima e apresenta um crescimento muito significativo no longa, o que não houve nos dois anteriores.
Os Smurfs e a Vila Perdida tem todos os elementos de uma grande animação e será uma ótima pedida para levar as crianças aos cinemas. Ele aborda uma aventura diferenciada dos Smurfs que deveria ter sido realizada desde o primeiro filme. Você vai ter a sensação de fazer parte dessa história.

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