Vigilante do Amanhã adapta o mangá criado por Masamune Shirow

Passado em 2029, o longa acompanha Major, uma mulher que após um acidente tem seu cérebro transportado para um corpo cibernético. Ela tem sentimentos humanos, mas um corpo de máquina. Enquanto busca se prender à sua humanidade, Major vê todas as pessoas à sua volta procurando ser mais robóticos, ou seja, é possível ver um homem com saúde optando por um fígado aperfeiçoado apenas para poder beber mais.
O roteiro se baseia na trama do primeiro anime para dar o ponta pé inicial, a Hanka, empresa que visa melhorar humanos a partir de peças robóticas, começa a fazer experiências para ter um modelo que tenha apenas um cérebro humano e seja 100% robô. Usada como uma arma pela equipe de segurança do Setor 9, uma das regiões mais violentas da megalópole na qual o filme se passa, a agente procura entender quem ela é naquele novo mundo. Se há um passado por trás daquele “fantasma” dentro de sua casca mecânica ou se ela é apenas uma máquina programada pelos cientistas da empresa.
Na trama há sempre algo que remete a fusão entre o ser humano e as maquinas, tecnologia artificial. A criação da própria ciborgue é uma sequência que mostra a unificação total entre essas duas dimensões. Essa é característica que moverá as questões mais íntimas da protagonista, ela se configura como uma máquina, ou como um ser humano?


Dirigido por Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador) e com a sempre competente Scarlett Johansson no papel principal, Vigilante do Amanhã adapta o mangá criado por Masamune Shirow em 1989 e que ganhou um anime longa-metragem em 1995. E foi a versão animada de Ghost in the Shell que conquistou o mercado internacional, se tornando presença constante nas listas de melhores animações de todos os tempos, além de ser citado como referência de outras obras do cinema, literatura e quadrinhos.


O filme se propõe a simular com perfeição os quadros da animação original, cheios de cores e luzes brilhantes, a construção da cidade futurística em que a trama se desenrola é perfeita, e o avanço tecnológico permite que o live action seja ainda mais impactante. Hologramas ganham vida, e é possível ver com detalhes cada camada da enorme profundidade dos cenários.


A tecnologia tridimensional ajuda a dar vida para hologramas e letreiros luminosos, e as cenas de ação foram coreografadas para permitir que objetos sejam lançados em direção ao espectador.


É um filme que merece ser visto, pois o visual é muito bem trabalhado e revela um bom gosto para a direção de arte voltada para o futuro distópico que inspirou Matrix e outras obras. Os fãs do anime encontrarão algo novo recheado de fã services, e quem nunca viu nada da obra verá uma ficção científica inventiva que também serve de convite para se aprofundar ainda mais neste universo.

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