A Morte de Stalin nos dá retratos detalhados de figuras históricas.

Após a inesperada morte do ícone Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético e quais rumos a nação seguirá a partir de então.

O longa conta a história imediatamente posterior à morte do ditador soviético, usando os fatos já conhecidos com algumas liberdades, porém sempre de forma bastante irônica. Essa decisão dá o tom de todo o filme, que mesmo flertando com o documentário dramatizado, sempre deixa claro que se trata de uma sátira.

O que vemos em seguida é a representação de como o comitê do partido comunista definiu a sucessão de poder na URSS de forma tão estapafúrdia e mirabolante, que chega a ser impossível desacreditar que tudo aquilo aconteceu de fato.

07 A Morte de Stalin

O filme generosamente produzido, é rico em de detalhes históricos solidamente documentados que parecem ridículos demais para ser verdade. Encontramos o filho dopado de Stalin, Vasily (“Homeland’s” Rupert Friend), que comandava o time de hockey soviético,  e matou todos num acidente de avião quando ele ordenou que voassem em meio a uma tempestade.

Logo na primeira sequência, somos introduzidos a uma situação hilária quando a Rádio Moscou está realizando a transmissão ao vivo da apresentação de uma orquestra. Ao final do evento, Joseph Stalin (Adrian McLoughlin) liga diretamente para o camarada responsável pela transmissão requisitando uma cópia particular. Ao perceber que a orquestra não havia sido gravada, o caos é instaurado na rádio: às pressas, o produtor sai de sua cabine e corre ao palco central para evitar que o público e os músicos fossem embora a fim de realizar uma segunda encenação da orquestra que acabara há poucos minutos.

06 A Morte de Stalin

Coescrito e dirigido com precisão por Armando Iannucci (criador da comédia política vencedora do Emmy da HBO “Veep“), seu foco é a luta de poder que se seguiu entre sete capangas na confiança do cérebro de Stalin.

Ele nos dá retratos detalhados de figuras históricas tão conhecidas como o secretário do Partido Comunista Nikita Khrushchev (Steve Buscemi), o ministro das Relações Exteriores Vaycheslav Molotov (Michael Palin) e o chefe da polícia secreta Lavrenti Beria (Simon Russell Beale).

A Morte de Stalin não se atenta apenas ao riso, mas por também através da sátira aumentar a realidade, não para zombá-la, mas para expô-la com eficiência muito maior do que a exatidão conseguiria.

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