Um Ato de Esperança – justiça, moral e religião são os temas principais deste longa com grande elenco

Baseado no romance homônimo de Ian McEwan (Desejo e Reparação, O Anjo Malvado).

Com seu casamento com Jack (Stanley Tucci) em ruínas, a juíza Fiona Maye (Emma Thompson), proeminente membro da Alta Corte Britânica, tem em suas mãos uma decisão que pode mudar muitas vidas.

Pelo poder que a justiça lhe concede, Fiona pode obrigar um garoto que está entre a vida e a morte a receber uma transfusão de sangue, um procedimento simples, que pode salvar sua vida. Entretanto, ele se recusa a receber o tratamento por motivos religiosos.

02 Um Ato de Esperança

Fiona está prestes a enfrentar, talvez, o caso mais enfadonho de sua carreira: um Testemunha de Jeová menor de idade, que decidiu renunciar a uma transfusão de sangue, por causa de sua crença. Os médicos dizem que o jovem Adam (Whitehead) morrerá uma morte dolorosa se sua leucemia não for tratada imediatamente.

Quebrando o protocolo, a juíza decide ir visitá-lo no hospital. Essa visita mudará para sempre não apenas sua perspectiva sobre a vida, como também despertará sentimentos que até então ela não se permitia experimentar.

Thompson e Whitehead possuem uma química muito fascinante entre eles. Começamos a desejar mais momentos entre essa juíza – que decidiu não ter filhos, e esse rapaz artístico – que está tentando equilibrar as questões de fé com seu gosto pela vida.

01 Um Ato de Esperança

O filme vai muito além de entreter, ele traça um perfil de construção psicológica da personagem de Emma Thompson. Ela é a chave dos grandes temas do filme e estes passam pela sua condição feminina – o eterno conflito entre maternidade e sua carreira.

Mostra as dificuldades do casamento, com a reação a uma infidelidade conjugal previamente comunicada e até justificada.  Pela moral instituída, na ligação projetada entre um rapaz de 18 anos e uma mulher de meia idade, E sobretudo, pela imprevisibilidade e pela forma como um acontecimento fortuito pode abalar os hábitos e certezas mais fundamentados.

Com atuações de tirar o chapéu, Thompson e Whitehead brilham, como também o diretor Richard Eyre, que criou um filme altamente texturizado e respeitável sobre questões adultas.

Não há respostas fáceis aqui, não no local de trabalho e certamente não no coração.

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