Capitã Marvel – primeiro filme solo de uma heroína

O primeiro filme solo de uma heroína da editora marca mais um aceno do Marvel Studios à diversidade, agora representando a jornada de uma mulher aparentemente comum em busca da sua identidade e da origem da sua força.

Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite.

Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos, e assim vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson) e da melhor amiga Maria Rambeau (Lashana Lynch).

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A trama tem uma premissa simples, porém poderosa e empolgante, com ação de primeira e visuais deslumbrantes. O longa consegue misturar a estética dos filmes de Guardiões da Galáxia com uma pegada de história similar aos filmes de Capitão América.

Com um elenco de de primeira, com atuações espetaculares de Samuel L. Jackson e Lashana Lynch, Jude Law e Annette Bening.

Akira Akbar, que vive Monica, também rouba a cena ao representar esta nova geração de meninas sonhadoras, que crescerão com as figuras da Capitã Marvel e da Mulher-Maravilha para as inspirarem a serem o que bem entenderem, e não o que esperam delas.

Capitã Marvel é um deleite para fãs de música e das décadas de 80 e 90 – desde o figurino utilizado por Carol, que usa blusa da banda Nine Inch Nails, assim como citações ao grunge, até os locais apresentados como é o caso de uma loja Blockbuster, a profissão como pilota, que remete a filmes como Top Gun.

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O longa consegue transmitir parte da essência da época transcorrida, ainda mais por ter forte importância na linha do tempo dos filmes da Marvel como um todo. As referências são mais contidas, mas as selecionadas já têm ótimas e empolgantes justificativas.

O filme além de entreter aborda um tema importante e empoderador, mostrando o caminho longo e tortuoso que as mulheres precisam trilhar para tornarem-se donas de suas próprias vidas e corpos.

Toda a trama é construída a partir da posição feminina perante o mundo e pelas limitações que a sociedade impõem a elas, seja para almejar uma carreira militar, seja para mostrar a sua enorme força e capacidade para lutar e conseguir sua posição de destaque na sociedade.

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Capitã Marvel cumpre seus objetivos com uma história redondinha e apresenta uma líder forte e debochada, sem repetir o tipo arrogante de Tony Stark ou cair no estereótipo da força feminina.

Não se pode negar, Carol Danvers tem uma personalidade original. Poderes à parte, seu potencial neste universo está não somente nos seus êxitos, mas também nas suas falhas. É na sua empatia e na sua humanidade que ela triunfa.

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