Maligno – Assista e descubra o que faz este menino ser tão Maligno!

Preocupada com o repentino comportamento estranho e violento de seu filho Miles (Jackson Robert Scott), Sarah (Taylor Schilling) inicia uma investigação para entender o que está acontecendo.

Miles mostra uma inteligência extrema, acelerando rapidamente os marcos de seu desenvolvimento, mas traços alarmantes se manifestam depois que ele completa oito anos – ele sofre de terrores noturnos, fala em húngaro e se debate toda noite na cama ao dormir.

Exemplo das diversas diabólicas travessuras de Miles, está a que colocou uma armadilha no porão para mutilar sua babá (Elisa Moolecherry).

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Mas o que ela descobre é que alguma espécie de força sobrenatural está agindo sobre ele, influenciando, cada vez mais, suas ações.

Entra em cena o especialista em reencarnação Dr. Arthur Jacobson (Colm Feore) -também chamado de “Dr. Exposition”. Este, informa Sarah que uma presença sombria está pegando carona na força vital de seu filho e que para ajudá-lo eles devem descobrir quem está causando essa dor e quais são seus motivos.

A narrativa e a ótima performances de Schilling e Scott conduzem a trama de forma espetacular. A pressão do angustiante conflito interno da mãe Sarah, parece palpável graças ao seu trabalho contido, bem como do jovem Scott, que se interessa por lidar com as súbitas mudanças dramáticas e nuances da dualidade de seu personagem.

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Ele não muda apenas suas expressões faciais, mas toda a sua fisicalidade, e isso é uma proeza mesmo para um adulto experiente Exemplo de James McAvoy em Vidro e Fragmentado, o garoto consegue nos insultar, fazendo-nos aguardar ansiosamente suas façanhas maldosas e assassinas.

E assim, a trama sugere que as atitudes de Miles sejam justificadas por uma doença mental, por uma forma de autismo associado ao QI elevado; por abusos familiares, ou então por fenômenos sobrenaturais como a reencarnação e a possessão demoníaca.  O roteiro com louvor, soube brincar com as sugestões, fornecendo elementos suficientes para se adotar uma tese ou outra, de acordo com seu nível de ceticismo.

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Os diretores McCarthy e DP Bridger Nielson criam uma estética diferenciada por meio de uma paleta suave de tons azuis e cinzas, eles evitam estilizar boa parte das imagens, mas apimentam algumas fotos impressionantes. Exemplo quando Miles tira sua pintura de rosto de esqueleto na frente de um espelho, refletindo literalmente sua dupla psique –  Miles está emoldurado contra o papel de parede chinoiserie, sugerindo outra pessoa à espreita no fundo.

Maligno é um filme com grandes sustos e surpresas, e vai deixar o fã do gênero mais que satisfeito.

Já esta disponível na  ewmix

 

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