O Gênio e o Louco – um grande projeto se transforma em uma grande amizade

A história real de dois homens ambiciosos que tentam concluir um dos maiores projetos do mundo: a criação do Dicionário Oxford de língua inglesa.

Um deles é o Professor James Murray (Mel Gibson), que tomou a decisão de iniciar o compilado, em 1857, e o outro é Doutor William Chester Minor (Sean Penn), que contribuiu com mais de 10.000 verbetes para o dicionário estando internado em um hospício para criminosos. Os dois têm suas vidas ligadas pela loucura, genialidade e obsessão.

Murray é um gênio autodidata com uma fluência impressionante em mais de uma série de idiomas. Defendido por Frederick Furnivall (Steve Coogan) para assumir o cargo de editor do dicionário, ele supera o esnobismo acadêmico significativo ao ser premiado com a posição de prestígio.

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E assim, as histórias dos dois personagens centrais desenrola, quando Murray leva sua esposa (Jennifer Ehle, perdida) e sua família para Oxford, tem um galpão construído em sua propriedade, contrata assistentes e começa a lidar com a tarefa monumental, ele estima que levará de cinco a sete anos para ser concluída.

Enquanto isso acontece, a outra história é revelada: o médico americano paranoico Minor, em um estado delirante, mata um homem (Shane Noone). Ele é declarado insano e preso na clínica psiquiátrica de Broadmoor, onde o superintendente Richard Brayn (Stephen Dillane) percebe que um trauma da Guerra Civil provocou surtos de loucura nesse homem brilhante da medicina.

O sentimento de culpa de Minor o leva a oferecer dinheiro para a viúva do homem assassinado Eliza Merrett (Natalie Dormer), que a princípio se recusa, mas depois aceita o apoio.

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É na transição constante entre razão e emoção que se dá o dinamismo de filme, tanto na apresentação sempre tão interessante de tais universos quanto devido às boas atuações de seus protagonistas, em especial Sean Penn, seu desempenho em seu papel é de uma profundidade emocional riquíssima, permitindo ao ator mergulhar em um personagem desafiador.

Somado ao dinamismo da trama e as brilhantes atuações, está a estética empregada no longa-metragem, sempre soturna devido à opção pelo uso da iluminação natural ao longo de toda a narrativa bem como também da direção de arte e figurino que acompanharam de forma espetacular a proposta, sem esconder a crueza e a sujeira típicas da civilização retratada, a Londres do século XIX.

O Gênio e o Louco tem todos os elementos necessários para ser intitulado um grande filme, com grande elenco, excelentes atuações e uma história mais que interessante e convincente.

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